A mochila da nossa promoção na Serra Fina

Neste feriado da semana santa, encontrei a ganhadora da mochila Deuter Futura PRO 42. A Samanta Chu estava utilizando-a da melhor maneira cruzando o trecho da Serra da Mantiqueira conhecido como Serra Fina. Esta travessia cruza território de três estados da região sudeste (MG, SP e RJ) e é conhecida como um dos trekkings mais pesados do Brasil pela escassez de água e grandes desníveis a vencer. Encontrei-a no meio do percurso de 4 dias, no ponto culminante do estado de São Paulo, a Pedra da Mina. Com 2.798 de altitude, é poucos metros mais alta que o Pico das Agulhas Negras.

Samanta contou que acertou grande parte dos equipamentos embaralhados na brincadeira, pois já fez alta-montanha e fez questão de mostrar o prêmio que trazia às costas totalmente recheado de equipamentos e provisões aguentando a pauleira de rasga-mato que é a Serra Fina.

Fizeram comigo a travessia: Antonio Borja “Wally”, Vinicius Von Held, Nuria Cirauqui e nos acompanharam até a Pedra da Mina, Lucas e Bruno Borja.

Samanta Chu

Samanta Chu

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Novas fotos

O tcheco Milan finalmente entrou em contato comigo através do blog e consegui as fotos tiradas por ele do caminho entre o acampamento base e o campo 1  no dia do nosso ataque ao cume.

Nelas, eu e Arthur aparecemos nos aproximando do Cuello de la Botella, o gargalo, por volta de duas da tarde ainda. Quase dois terços do percurso. Milan e seu grupo desistiram de tentar a Polacos Direta depois de receber informações minhas do estado da rota.

Glaciar dos Polacos – Relato para download

Este é o link para baixar ou imprimir o arquivo em formato pdf com o relato na íntegra. Revisão de LH Moreira.

Obs: A fonte está em tamanho maior para você configurar sua impressora para imprimir duas páginas por folha ou brochura.


Arquivo formato PDF (3.310 Kb)

 

A Volta – parte final

Não sei se era porque estava escuro, mas a descida me pareceu muito maior do que eu lembrava. Uma nova onda de medo bateu. Se eu não conseguisse forças para descer… A maioria das estórias que eu conhecia de acidentes envolvia a chegada ao cume muito tarde, problemas na descida e pernoite lá em cima. Acho que Arthur se lembrou de me saudar pelo nosso feito com um toque de mão, mas eu só conseguia pensar em sair dali. Logo no início da descida, percebi que a neve que tanto nos atrapalhou para subir, agora dava uma ajuda incomparável para descer. Os quatrocentos metros finais da rota normal seguem “espremidos” entre grandes massas e pilares de rocha. Espremidos para a proporção da montanha, pois, para nós, é como uma auto-estrada com uns 50 metros de largura. Um caminho de milhares de rochas de um desmoronamento de milhões de anos. A neve pisada formava uma rampa estreita seguindo rente à lateral, por cima daquele terreno irregular que eu bem me lembrava. Arthur já recuperava as energias e disparava caminho abaixo. Eu ficava mais atrás e, de vez em quando, sentava em uma pedra maior para descansar as pernas da forte e contínua descida. Não tardei em chegar à “Cueva”, uma cavidade na parede do início da canaleta, usada como abrigo em situações de emergência. Lá havia dois tambores de plástico azul provavelmente com água, comida, remédios, mantimentos e a frequência de rádio dos guarda-parques escrita na parte externa: 142.800 MHz. Arthur descansava lá também e decidimos passar um rádio para avisar que estava tudo bem. Na face em que nos encontrávamos, só conseguimos contato com o acampamento base Plaza de Mulas, da rota normal. Demos detalhes de nossa situação e eles pediram que avisássemos o acampamento base Plaza Argentina, no lado leste, quando chegássemos à barraca.

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A Escalada – parte 5

Acordei com o bip inaudível do alarme do meu relógio de pulso. Diferente dos dias de folga, que eu custava para levantar às nove da manhã, eram 4:30 da madrugada e fazia 21 graus negativos no termômetro. Chamei Arthur que começou os preparativos. Apesar de ter adiantado alguma coisa na noite anterior, vários detalhes ainda eram necessários. Colei os curativos de Arthur nas bolhas dos meus pés, passamos protetor solar fator 60, derretemos água para beber antes de partir e para levar nas garrafas térmicas. Engolimos alguns biscoitos, fixamos as lanternas nos capacetes, regulamos os bastões, ajustamos as cadeirinhas, vestimos balaclava, gorro, luvas, calçamos as botas e alguns minutos depois das seis estávamos dando os primeiros passos em direção à grande geleira com o tilintar dos metais pendurados. Saiba mais

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